terça-feira, 7 de julho de 2009

liberdade


Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.
(Perto do Coração Selvagem) - clarice lispector.



quarta-feira, 17 de junho de 2009

..."nao despreza os teus irmãos, amostra tua luz de amor
sou filho da verdade e do poder superior
a minha mãe que me mandou trazer fé e amor"....

as memórias cantadas de ritmos e sons.
pensamentos aleatórios jogados por ai, para que alguém ouça, ou sinta parte dessa força.
a força desce, vem, e se materializa em mim. respiro com fé, e abro meu coração, sinto um chamado. "minha fé que me trouxe aqui"; fui trazida.

vou sair por ai. de bicicleta rápida, de cabelo molhado de vento. de colar de prata entre o peito e de casa nova. e coluna alinhada e ombros abertos.
eu liguei e ela não entendeu nada. como as pessoas se conectam!? é destino? existe isso?
que será que exite...?
fico tentando solucionar uma equação dentro de mim, com o passado, presente e futuro.
eu sou o que eu sou.

um lado

cada palavra e som que levo no peito e na alma.
tem coisas que são boas de serem feitas sozinhas.
me orgulho de mim como ser individual.

terça-feira, 9 de junho de 2009

learning

garagem

demorei a dormir e quando dormi foi turbulento.
uma invasão tão grande e forte que não sei por onde começar a explicar.
lembro bem do momento em que me coloquei a frente do meu pai para que as balas não o atingissem, como se eu fosse imortal, e ele não.
talvez para mim eu seja imortal e ele não.
as balas fizeram feridas no meu corpo - eram uma mistura de sangue com queimadura, igualzinha a ferida no meu peito.
ontem, andando de bicicleta perdida na imensidão londrina, machuquei meu bico do peito. e acredito que dormir com essa ferida tão junto de mim num lugar tão intimo e ardido me invadiu o inconsciente.
depois de diversas feridas, acordei apenas com uma.

terça-feira, 26 de maio de 2009

as saudades

como são as saudades.
as vezes recebo frases de saudades.
diariamente as sinto. já se estabeleceu no meu corpo e alma e devido a isso não a percebo todo dia, porque já está escostadinha em mim, ela não vem, ela está.
areia no pé. areia molhada no pé. pé que afunda na areia molhada. areia pelos todos cantos.
mar salgado e boca salgada de entrar no mar. água de coco para tirar o sal da boca.
mergulho na onda para tirar a panema.
água doce que cura.
cachoeira que é gelada, da frio de entrar mas SEMPRE vale a pena.
almoço com milho e palmito.
mamão. peito de peru. pão frances, na chapa. café de verdade. padaria.
calor humano, suor, fedido. forró, maracatu, samba, sandália que arrebenta.
saia rodada.
regata.
abraços e beijos só por dar.
amor de mãe, de pai, de madrinha, de padrasto, de madrasta, de vó, de prima, primo, de amiga, de amigo, de irmão, de 2 irmãs, uma grande e uma pequenina.
de fogueira e ritual em roda. tambor, caxixi, violino, sino.
de sol quente.
de amor incondicional.
sinto. deito e sinto meu corpo por dentro. pedindo clemencia.
uma amiga amada sorriu pra mim e me disse que me lê. pediu por mim e eu sem conseguir evitar, ouvi.
um tempo novo, o tempo de agora. não tenho mais por onde fugir de minhas próprias convicções.
os sonhos me trazem o que pra mim é mais importante, me trazem o contato com quem está distante e perto.
minha vida vai traçando dentro de mim minhas escolhas.

sentei ontem e fiquei a olhar. um homem me acusou de algo que não fiz por alguma acusação dele com ele mesmo. ouvi. imaginei um círculo de energia lilás azul e branca a minha volta me protegendo de qualquer coisa que pudesse vir dele, que não era meu.
alguns minutos depois ele voltou, com um presente e um pedido de desculpa.

será que eu que fico no meu próprio mundo?