sábado, 28 de março de 2009

maias

era um grupo formado e eu recebendo "autorização" para ser parte também. como uma comunidade e eu me tornando membra. todos usavam branco e estávamos nas entranhas da montanha, com teto de raízes com mandalas pinduradas, lindas brilhantes, de cristal, que giravam e refletiam a luz do sol que batia entre as raízes.
recebi como nova membra um presentinho embrulhado, que era um pedaço de trança, de cabelo, que para ser bem sincera não entendi direito, porém gostei muito e recebi como o presente mais importante e especial que poderia receber. entendi que ele iria se autoexplicar no futuro.
saímos de dentro das montanhas comemorando cantando tocando, para ver o vale. haviam algumas pessoas em cavalos, e os cavalos eram como cavalos voadores, saltavam nos galhos das árvores sem cair, flutuando.
sentamos para ver o vale e de repente foi pedido o silêncio. e o silêncio absoluto reinou. no horizonte mais a esquerda vinha em nossa direção um corpo em chamas, e alguém correndo atrás desta pessoa pegando fogo.
lembro de ficar muito chocada, e talvez por estar vivendo numa comunidade "ideal" de amor e paz, aceitar a realidade do mundo foi meio chocante. a realidade em forma de agressão, assasinato, fogo.
entramos para a montanha chocados, a espera de virem nos pegar.

as mandalas foram tiradas as pressas, delicadamente e com cuidado.
"ana, não vai dar tempo de fugir e levar tudo conosco"
"mas vamos tirar tudo para que nunca saibam como é que vivíamos."

quarta-feira, 25 de março de 2009

ao astral

me envolvo em meus pensamentos como sempre, como todos.
as vezes dá vontade de dar uma pausa, meditação.
e o ciclo de todos continua cheio de perguntas e respostas pros que querem e podem ver, um ciclo de aprendizados que só aprende quem quer.

"da terra ao astral
os inimigos atacar
na espada de são miguel
todos vão se transformar

as estrelas do céu
brilha para quem tem amor
nas matas do meu pai
corre água e nasce flor

as curas estão abertas
aos bons de coração
quem recebe merece
agradece nunca esquece"

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

súbito

sem os predicados.....
recebos os presentes que o dia me traz.
ao sair de casa me abro a simples possibilidade, estou exposta.
andei hoje de meia-calça preta imersa em uma personagem minha de mim mesma. adicionei novas caracteristicas e formas a ela e segui caminhando vestida de flores. "this is original from the 70's".....
conheço pessoas na rua e cruzo com os meus personagens que andam de bike.
dou beijos vespertinos e ligo marcando-os.... quero os dar.
entro nos prédios e penso em improvisation........ everything is improvised..... meus passos interferem nos próximos passos e seguem por aí, tento correr cantando e agora com maior folego e respiração cantando corro.
me atropelo com distinção, cuidado e respeito, neste percurso que é só meu.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

divine



lápis de cor e photoshop

domingo, 15 de fevereiro de 2009

até duas da tarde

No aeroporto. Comecei a encontrar pessoas conhecidas. Cada um com sua importancia, não sei direito explicar. Aconteceu.
O aeroporto muito estranho, um caos completo. Tinhamos que ir de um lado pelo outro, como num labirinto e eu tentando decifrar o que estava acontecendo. Como é reflexo do que eu passo durante os dias. Meio que tentando decifrar pelos outros e por mim. (?)
Um trabalho. Num quarto, minha irmã ao meu lado. Minha mãe próxima. Muito amor e abraços, transe incompreensível e minha irmã fora daquilo tudo, “isso não é pra mim" ela falava a ela, a mim e a todos. No final do trabalho poemas de amor a minha mãe. Tentando fazer com que ela compreendesse o quanto tem importância e o quanto é amada. (eu também tenho dificuldades de entender como ela? Talvez precise de provas constantes dos outros perante a mim)
Fomos embora de carro pela Estrada cheia de curvas e outros carros que entravam com velocidade. Ela dirigia rápido ou talvez fosse minha impressão, mas mesmo assim reclamava para ir mais devagar e ela insistia que era impressão.
Sai do carro, da situação. 12:34pm. Entrei de novo desesperada porque minha irmã nunca havia chegado, e talvez minha mãe também, e eu na busca do que poderia ter acontecido com elas. Entrei numa casa e tinha sangue, uns caras muito estranhos, soube na hora que algo estranho tinha acontecido, perguntava por elas e eles não respondiam porem consentiam. Comecei a procurar pela casa, que era velha e na beira da Estrada. Abri todos os armarios, portas, pedaços de chão, querendo achar porem com medo de de fato achá-las.
Não consegui achar mas entendi que não as acharia ali nem em nenhum lugar.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

instalation


instalação desenvolvida a partir do conto "a livraria de babel" de jorge luís borges.

maquete escala 1:25

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

a mim

o PENSAR se consolida como o maior poder do ser em transformar a atitude, a energia e o espírito.

a vebalização de um pensar cujo a verdade não é pura e sim alterada pelo poder do ego, criatividade e medo, se tranforma de pensar para palavra materializando uma hipótese em uma possibilidade real.

A possibilidade cria forças.

Abter-se de viver as possibilidades (porém tendo-as consciente) e viver o momento em si, presente (espiritualmente e fisicamente, consciente).

Esta presença trará melhor discernimento para decisões e atitudes além de serem mais claras e verdadeiras.