quinta-feira, 4 de agosto de 2011

28/4/08 1:12 am

Foi bom. Muito bom.
O que que é bom?
De repente me sinto tão bem, Feliz, Feliz de ser eu.
Será que foi o sol? Acho que sim. Tomar sol é tão bom.
Mas o que é que é bom?!

Bom tem sido tudo.
E agradeço a mãe terra e a minha própria mãe por isso. E agradeço ainda mais ao meu pai por de fato tornar isso possível.
Que é que é isso?
Isso é isso.

É verdade; é pureza; é amor; felicidade; é ser. É por um segundo; fazer desse segundo imortal.

Que será que eu escrevo?

Que será que é sentimento? Eu escrevo o que penso e sinto. Eu sou o que escrevo, penso e sinto.
Ou só o que penso e sinto; e o que escrevo é consequência disso assim como ser.
Ser redundante. Agora fui. Será que eu sou eu ou uma imagem deste eu? Uma reprodução de mim. Qual é dessas que sou eu? Todas fazem parte de mim, mas então qual é o mim final, a junção disso tudo?!

Penso e espero.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

encolho meus pés perto do coração na posição em que me sinto mais eu. posicionada desta forma sinto emanar meu mapa astrológico, sinto vibrar em mim meu espiríto e a essência do que sou.

eu sou o que sou.

o transporte imagético mental me surpreende assim como tantas outras formas e ações desta infindável força; os conhecimentos que chegam a mim - e que eu busco - são grandiosos. estar aberta a eles exige de mim um grandioso esforço.

domingo, 25 de abril de 2010

deep inside me

I like to be inside myself. Sometimes is more as a need than a choice.

meu mundo interior as vezes é mais frágil que copo de cristal. é incompreensível. EMERGE.

IMERSão.

Me equilíbrio vivendo também em minha solidão. Começo a perceber que pros outros pode ser algo incompreensível. E para mim difícil de suportar; talvez inconformada com a minha capacidade de compreensão de mim mesma eu fique nervosa com a falta de alguém que me entenda ou que "dome", que consiga enxergar além de minha fúria escura púrpura e traga-me de volta das minhas profundezas.

Eu sou mais criativa quando choro.

sábado, 14 de novembro de 2009

som.om.om.om.om.

cheia de bençãos durmo tranquila ouvindo um som. ser imagem. o som que ouço transmuta a partir dos segundos que entra pelos meus ouvidos e dentro de mim se transforma em paz e cura.

sigo motivada pelos sons que emitem os seres e viveria uma vida de som e acordes. me conecto com o que é verdade.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

--o que busca jovem aprendiz?
--meu senhor, sou agnã e venho a procura de luz
--e qual a luz que deseja?
--a luz da sabedoria para guiar o meu espírito.

terça-feira, 21 de julho de 2009

um segundo que engole-se seco e a desigualdade do mundo circula nas minhas veias pulsando e o instante é palpável.

demos leite porque era no momento tudo que podiamos fazer. andamos em silencio e sentadas olhamos o por do sol dourado nas casas brancas. o olho dela castanho e o meu, azul.
ultimo por do sol naquele tom de dourado. fomos até o mar, na beirinha dele. o instante se eterniza; as duas em silêncio pedindo benção para iemanjá; pelas graças alcançadas, proteção e sorte.
"achei que o gatinho ia morrer nas minhas mãos"

peguei as pedrinhas e as devolvi ao mar.

terça-feira, 7 de julho de 2009

fragmentos de caderno

dúvidas - duas vidas

quando se está muito em grupo e pouco sozinha, ao estar-se sozinha ocorre um estranhamento; estar sozinha acostuma-se e desacostuma-se. Mas ao reentrar na solidão voltam grandes prazeres como esrcever, desenhar, pensar, comer o que quiser, ficar em silêncio, se dar prazer, fazer a unha e navegar.

mais prazeres de se ficar sozinha:
ler para ficar em paz
prestar atenção na gaia
lembrar quem eu sou.
*respirar.

seres evoluídos são incríveis. muito prazerosos de se ter ao lado.

liberdade


Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.
(Perto do Coração Selvagem) - clarice lispector.



quarta-feira, 17 de junho de 2009

..."nao despreza os teus irmãos, amostra tua luz de amor
sou filho da verdade e do poder superior
a minha mãe que me mandou trazer fé e amor"....

as memórias cantadas de ritmos e sons.
pensamentos aleatórios jogados por ai, para que alguém ouça, ou sinta parte dessa força.
a força desce, vem, e se materializa em mim. respiro com fé, e abro meu coração, sinto um chamado. "minha fé que me trouxe aqui"; fui trazida.

vou sair por ai. de bicicleta rápida, de cabelo molhado de vento. de colar de prata entre o peito e de casa nova. e coluna alinhada e ombros abertos.
eu liguei e ela não entendeu nada. como as pessoas se conectam!? é destino? existe isso?
que será que exite...?
fico tentando solucionar uma equação dentro de mim, com o passado, presente e futuro.
eu sou o que eu sou.

um lado

cada palavra e som que levo no peito e na alma.
tem coisas que são boas de serem feitas sozinhas.
me orgulho de mim como ser individual.

terça-feira, 9 de junho de 2009

learning

garagem

demorei a dormir e quando dormi foi turbulento.
uma invasão tão grande e forte que não sei por onde começar a explicar.
lembro bem do momento em que me coloquei a frente do meu pai para que as balas não o atingissem, como se eu fosse imortal, e ele não.
talvez para mim eu seja imortal e ele não.
as balas fizeram feridas no meu corpo - eram uma mistura de sangue com queimadura, igualzinha a ferida no meu peito.
ontem, andando de bicicleta perdida na imensidão londrina, machuquei meu bico do peito. e acredito que dormir com essa ferida tão junto de mim num lugar tão intimo e ardido me invadiu o inconsciente.
depois de diversas feridas, acordei apenas com uma.

terça-feira, 26 de maio de 2009

as saudades

como são as saudades.
as vezes recebo frases de saudades.
diariamente as sinto. já se estabeleceu no meu corpo e alma e devido a isso não a percebo todo dia, porque já está escostadinha em mim, ela não vem, ela está.
areia no pé. areia molhada no pé. pé que afunda na areia molhada. areia pelos todos cantos.
mar salgado e boca salgada de entrar no mar. água de coco para tirar o sal da boca.
mergulho na onda para tirar a panema.
água doce que cura.
cachoeira que é gelada, da frio de entrar mas SEMPRE vale a pena.
almoço com milho e palmito.
mamão. peito de peru. pão frances, na chapa. café de verdade. padaria.
calor humano, suor, fedido. forró, maracatu, samba, sandália que arrebenta.
saia rodada.
regata.
abraços e beijos só por dar.
amor de mãe, de pai, de madrinha, de padrasto, de madrasta, de vó, de prima, primo, de amiga, de amigo, de irmão, de 2 irmãs, uma grande e uma pequenina.
de fogueira e ritual em roda. tambor, caxixi, violino, sino.
de sol quente.
de amor incondicional.
sinto. deito e sinto meu corpo por dentro. pedindo clemencia.
uma amiga amada sorriu pra mim e me disse que me lê. pediu por mim e eu sem conseguir evitar, ouvi.
um tempo novo, o tempo de agora. não tenho mais por onde fugir de minhas próprias convicções.
os sonhos me trazem o que pra mim é mais importante, me trazem o contato com quem está distante e perto.
minha vida vai traçando dentro de mim minhas escolhas.

sentei ontem e fiquei a olhar. um homem me acusou de algo que não fiz por alguma acusação dele com ele mesmo. ouvi. imaginei um círculo de energia lilás azul e branca a minha volta me protegendo de qualquer coisa que pudesse vir dele, que não era meu.
alguns minutos depois ele voltou, com um presente e um pedido de desculpa.

será que eu que fico no meu próprio mundo?

terça-feira, 21 de abril de 2009

intercessão

trocamos olhares rápidos que pareceram demorados. era um sinal dele para que eu começasse. levantei, peguei o sino e fui ao centro.
meu corpo mesmo sendo meu passou a ser usado como instrumento de força e energia não meus. o que me cabia era segurar o sino e e ele tocava sozinho sem meu esforço.
o som permanecia e minha voz soltava o som e ouvia e continuava tocando. eram tantas ações ao mesmo tempo porém tudo ocorrendo naturalmente.
meu corpo como intercessor. encaminhando um batalhão para a luz.
após o último nome ser lido e queimado a força a minha volta subiu e ajudei com minhas mãos, como despedida aos céus.
foi muito claro e concreto.
ao sair do centro meu corpo tremia, minhas pernas tremendo tentando reestabeler a minha própria energia. balancear novamente meu próprio eixo.
foi provado e entendido por mim algo maior pela primeira vez.
e nunca será esquecido, apenas mais estudado para ser melhor compreendido.

"venho pedir intercessão para a minha mãe divina.
pedir cura e proteção para a toda gente minha"

quarta-feira, 15 de abril de 2009

pedaços

pedaços de seres a minha volta; não consigo compreender nem tento. os sinto como sinto meus próprios pés e mãos. as formas e desenhos de seus corpos ficam ambiguos ao meu olhar, não os enxergo porém os entendo, os estudo.
permaneço com meus pés na luz do sol aquecendo pedaços de mim que me sobram.

sábado, 28 de março de 2009

maias

era um grupo formado e eu recebendo "autorização" para ser parte também. como uma comunidade e eu me tornando membra. todos usavam branco e estávamos nas entranhas da montanha, com teto de raízes com mandalas pinduradas, lindas brilhantes, de cristal, que giravam e refletiam a luz do sol que batia entre as raízes.
recebi como nova membra um presentinho embrulhado, que era um pedaço de trança, de cabelo, que para ser bem sincera não entendi direito, porém gostei muito e recebi como o presente mais importante e especial que poderia receber. entendi que ele iria se autoexplicar no futuro.
saímos de dentro das montanhas comemorando cantando tocando, para ver o vale. haviam algumas pessoas em cavalos, e os cavalos eram como cavalos voadores, saltavam nos galhos das árvores sem cair, flutuando.
sentamos para ver o vale e de repente foi pedido o silêncio. e o silêncio absoluto reinou. no horizonte mais a esquerda vinha em nossa direção um corpo em chamas, e alguém correndo atrás desta pessoa pegando fogo.
lembro de ficar muito chocada, e talvez por estar vivendo numa comunidade "ideal" de amor e paz, aceitar a realidade do mundo foi meio chocante. a realidade em forma de agressão, assasinato, fogo.
entramos para a montanha chocados, a espera de virem nos pegar.

as mandalas foram tiradas as pressas, delicadamente e com cuidado.
"ana, não vai dar tempo de fugir e levar tudo conosco"
"mas vamos tirar tudo para que nunca saibam como é que vivíamos."

quarta-feira, 25 de março de 2009

ao astral

me envolvo em meus pensamentos como sempre, como todos.
as vezes dá vontade de dar uma pausa, meditação.
e o ciclo de todos continua cheio de perguntas e respostas pros que querem e podem ver, um ciclo de aprendizados que só aprende quem quer.

"da terra ao astral
os inimigos atacar
na espada de são miguel
todos vão se transformar

as estrelas do céu
brilha para quem tem amor
nas matas do meu pai
corre água e nasce flor

as curas estão abertas
aos bons de coração
quem recebe merece
agradece nunca esquece"

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

súbito

sem os predicados.....
recebos os presentes que o dia me traz.
ao sair de casa me abro a simples possibilidade, estou exposta.
andei hoje de meia-calça preta imersa em uma personagem minha de mim mesma. adicionei novas caracteristicas e formas a ela e segui caminhando vestida de flores. "this is original from the 70's".....
conheço pessoas na rua e cruzo com os meus personagens que andam de bike.
dou beijos vespertinos e ligo marcando-os.... quero os dar.
entro nos prédios e penso em improvisation........ everything is improvised..... meus passos interferem nos próximos passos e seguem por aí, tento correr cantando e agora com maior folego e respiração cantando corro.
me atropelo com distinção, cuidado e respeito, neste percurso que é só meu.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

divine



lápis de cor e photoshop